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sexta-feira, 5 de novembro de 2010

DROGAS, O QUE A BÍBLIA DIZ A RESPEITO?


Gal. 5:20; Ef. 5:18; Apocalipse 9:21; 18:23; 21:8; 22:15

Os vários meios de comunicação têm esclarecido o perigo do uso das drogas e de suas conseqüências tanto físicas quanto sociais para o usuário e seus familiares.E todos assistimos, chocados, como famílias inteiras têm sido destruídas devido ao consumo e tráfico de drogas. Basta assistir os noticiários na TV ou ouvir no rádio para constatarmos que se trata de uma crise mundial e pode ser considerado um dos flagelos apocalípticos, pois atinge a todas as classes sociais no mundo inteiro; ricos e pobres são igualmente atingidos por essa epidemia social. Quantos lares destruídos!
Quantas vidas jovens ceifadas!Mas o que a Bíblia diz a respeito?

Sobre o uso de drogas tal como a conhecemos não encontramos nada muito explicito, mas nos textos de Apocalipse verificamos que as palavras “feiticeiro” e “feitiçaria” foram traduzidas do grego como “pharmakeia”, de onde se origina a nossa palavra farmácia, cujo significado literal é “manuseio de substâncias químicas,orgânicas e inorgânicas”. O termo “pharmakon” significa “droga”, porque as drogas desempenhavam papel importante na feitiçaria e vieram a ser associadas à prática das artes ocultas, como em muitos lugares ainda hoje usam“incensos” e “chás”, os quais levam a pessoa ao estado de “transe” ou “êxtase”, isto é “ficar fora dos sentidos”.

Deve-se considerar que para a época em que os textos foram escritos, a feitiçaria realmente estava, em grande parte, associada ao misticismo, face ao desconhecimento da química como ciência, tal como a temos hoje. Assim, uma boa tradução para Apoc. 21:8 seria: “quanto aos covardes, os incrédulos, os depravados, os assassinos, os que cometem imoralidade sexual, os idólatras, os mentirosos e os “quemanipulam substâncias de forma ilegal (pharmakoi=feiticeiros). Esses, “ficarão de fora” (Apoc.22:15) e em 1ª Coríntios 6:9, o apóstolo Paulo identifica outros que também não herdarão o Reino de Deus, a saber: “... imorais, adúlteros, homossexuais passivos ou ativos, ladrões, avarentos, alcoólatras, caluniadores, trapaceiros”.
Em Romanos 1:26 o apóstolo Paulo acrescenta à categoria, mulheres que praticam o homossexualismo. EmGálatas 5:20, a feitiçaria (pharmakeia), é listada entre as obras da carne e sabemos que muitas vidas jovens têm sido escravizadas pelo vício das drogas. O álcool é droga, assim como o fumo, que criam dependência. São drogas “permitidas pela sociedade e pela legislação”, entretanto, têm causado, no mundo inteiro, mais mortes e deformações físicas do que as guerras. Provérbios alerta que a bebida fermentada provoca brigas (20:1) e associa a embriaguez à pobreza (23:20,21), à contenda (23:29,30) e à injustiça (31:4,5). O texto de Isaías 28:7 é uma séria advertência às lideranças da igreja e aos cristãos emgeral, que devembuscar encher-se do Espírito e não de bebida alcoólica. “Não se embriaguem com vinho, que leva à libertinagem, mas deixem se encher pelo Espírito” (Ef.5:18). Por que a droga é pecado grave?
Porque ela destrói a coisa mais perfeita e sublime que Deus criou, a família e o corpo humano “que não é para a impureza, mas para o Senhor” (1ª Cor. 6:13/20).

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

A BÍBLIA - ATUAL, AUTÊNTICA, CONFIÁVEL!


Um jovem solicitou ao seu pastor que escrevesse uma dedicatória em sua Bíblia. Um bom versículo já constava na página em branco: "Eu sou o pão da vida." O pastor apenas acrescentou: "Não o deixe mofar". O jovem jamais esqueceu esse conselho. Ele o pôs em prática lendo a Bíblia como sendo o pão da vida, fazendo dela seu alimento espiritual diário. Durante toda a sua vida ele foi grato por isso.

Singular em sua divulgação:


A Bíblia é de longe o livro mais traduzido do mundo. Partes da Bíblia podem ser lidas atualmente em mais de 2.212 línguas diferentes e todo ano a lista é acrescida de 40 novas traduções. Nenhum outro livro também se aproxima da sua tiragem: o número de exemplares impressos sobe a cada ano, apesar da Bíblia ter sido o livro mais atacado em todos os tempos. Soberanos de todas as épocas, políticos, reis e ditadores, até líderes religiosos e seus cúmplices tentaram privar o povo de sua leitura. Combateram-na, despojaram-na de seu conteúdo, tentaram destruí-la. Pode-se dizer que jamais outro livro foi tão amado e ao mesmo tempo tão odiado quanto a Bíblia!


Singular em sua formação:


Na verdade, a Bíblia é uma pequena biblioteca formada por 66 volumes. Ela foi escrita por aproximadamente 40 autores diferentes, durante um período de mais ou menos 1500 anos. Com toda a certeza ela não foi escrita por iniciativa coletiva. Ela também não foi planejada por alguém. Um dos autores escreveu na Arábia, outro na Síria, um terceiro em Israel, e ainda outro na Grécia ou na Itália. Um dos autores atuou mais como historiador ou repórter, outro escreveu como biógrafo, outro escreveu tratados teológicos, ainda outro compôs poemas e escreveu provérbios, enquanto outro registrou profecias. Eles escreveram sobre famílias, povos, reis, soberanos e impérios do mundo. O escritor das primeiras páginas jamais poderia saber o que outro escreveria 1400 anos mais tarde. Os escritores de séculos futuros nunca poderiam saber, por si mesmos, o sentido profético de um texto escrito centenas de anos antes. Mesmo assim, a Bíblia é um livro de uma unidade impressionante, com coerência do início ao fim, tendo um tema comum e falando de uma pessoa central: Jesus Cristo. A Bíblia é o único livro no qual milhares de profecias se cumpriram literalmente. Suas predições realizaram-se nos mínimos detalhes durante a história. Locais e datas mencionados nos relatos bíblicos foram confirmados pela ciência. Quando nos perguntamos como foi possível aos autores alcançarem uma unidade e uniformidade tão grandes no que escreveram, concluímos que só nos resta a resposta de 2 Pedro 1.21: "Porque nunca jamais qualquer profecia foi dada por vontade humana; entretanto, homens santos falaram da parte de Deus, movidos pelo Espírito Santo." Em outra passagem, a Bíblia diz: "Toda a Escritura é inspirada por Deus..." (2 Tm 3.16). Um filósofo francês expressou-se da seguinte maneira sobre a maravilha que é a Bíblia: "Quão miseráveis e desprezíveis são as palavras dos filósofos quando comparadas com as da Bíblia! É possível um livro tão simples, mas ao mesmo tempo tão perfeito, ser palavra humana?"


Singular em seus efeitos:


Um ateu enviou a um jovem cristão grande número de artigos selecionados para convencê-lo de que a Bíblia era atrasada em muitas de suas afirmações e ultrapassada pelos conhecimentos dos tempos atuais. O jovem respondeu:



Se você tiver algo melhor que o Sermão do Monte, alguma coisa mais bela que a história do filho pródigo ou do bom samaritano, alguma norma ou lei de nível superior aos Dez Mandamentos, se você puder apresentar algo mais consolador que o Salmo 23, ou algum texto que me revele melhor o amor de Deus e esclareça mais o meu futuro do que a Bíblia, então – por favor, envie-o para mim com urgência!



Nenhum outro livro além da Bíblia transformou a vida de tantas pessoas para melhor. Ela é um livro honesto e mostra o ser humano como ele é. A Bíblia expõe o pecado e aponta o caminho para o perdão, ela exorta e consola, faz-nos ser humildes e nos edifica. A Bíblia nos mostra a razão de viver, coloca-nos diante de um alvo que faz sentido, e com ela entendemos a origem e o futuro da criação e da humanidade. A Bíblia lança luz sobre nossas dúvidas. Ela coloca a esperança diante de nossos olhos e fala de Deus e da eternidade como nenhum outro livro jamais o poderia fazer. Até Friedrich Nietzsche, inimigo do cristianismo, disse sobre a Bíblia:



Ela é o livro da justiça de Deus. Ela descreve coisas e pessoas em um estilo tão perfeito, que os escritos gregos e hindus não podem ser comparados a ela. O estilo do Antigo Testamento é uma parâmetro de avaliação tanto de escritores famosos como de iniciantes.


Infelizmente, Nietzsche nunca seguiu pessoalmente o que a Bíblia diz.


O escritor Ernst Wiechert escreveu sobre a Bíblia:


Tudo me encantava, muitas coisas me comoviam, outras me abalavam. Mas nada formou e moldou tanto minha alma naqueles anos como o Livro dos Livros. Não me envergonho das lágrimas que derramei sobre as páginas da Bíblia.


Marc Chagall, o grande pintor judeu, disse:"Desde minha infância a Bíblia me orientou com sua visão sobre o rumo do mundo e me inspirou em meu trabalho."



Singular em sua confiabilidade:


Alexander Schick escreve:


Nenhum livro de toda a literatura universal pode ser documentado de maneira tão impressionante no que diz respeito ao seu texto original. E nenhum outro livro apresenta uma tão farta profusão de provas de sua autenticidade. Achados de antigos escritos nos dão a certeza de que temos em mãos a Bíblia com a mesma mensagem que os cristãos da igreja primitiva.



A Bíblia – ela funciona!


Em uma revista alemã encontramos o texto abaixo, que transcrevemos por ser muito precioso:


•A Bíblia mostra a vontade de Deus, a situação do ser humano, o caminho da salvação, o destino dos pecadores e a bem-aventurança dos crentes.



• Seus ensinos são sagrados, seus preceitos exigem comprometimento, seus relatos são verdadeiros e suas decisões, imutáveis.



• Leia-a para tornar-se sábio e viva de acordo com ela para ser santo.



• A Bíblia lhe ilumina o caminho, fornece alimento para seu sustento, dá refrigério e alegria ao seu coração.



• Ela é o mapa dos viajantes, o cajado dos peregrinos, a bússola dos pilotos, a espada dos soldados e o manual de vida dos cristãos.



• Nela o paraíso foi restabelecido, o céu se abriu e as portas do inferno foram subjugadas.



• Cristo é seu grandioso tema, nosso bem é seu propósito, e a glorificação de Deus é seu objetivo.



• Ela deve encher nossos pensamentos, guiar nosso coração e dirigir nossos passos.



• Leia-a devagar, com freqüência, em oração. Ela é fonte de riqueza, um paraíso de glórias e uma torrente de alegrias.



• Ela lhe foi dada nesta vida, será aberta no juízo e lembrada para sempre.


• Ela nos impõe a maior responsabilidade, compensará os maiores esforços e condenará todos os que brincarem com seu conteúdo sagrado.



Um mecânico foi chamado para consertar o mecanismo de um gigantesco telescópio. Na hora do almoço o astrônomo-chefe encontrou-o lendo a Bíblia.


"O que você espera de bom desse livro?", perguntou ele. "A Bíblia é ultrapassada, e nem se sabe quem a escreveu!"

O mecânico hesitou por um momento, levantou seus olhos e disse: "O senhor não usa com freqüência surpreendente a tabuada em seus cálculos?"


"Sim, naturalmente", respondeu o astrônomo."O senhor sabe quem a escreveu?"


"Por quê? Não, bem, eu suponho... Eu não sei!"


"Por que, então", disse o mecânico, "o senhor confia na tabuada?"


"Confiamos porque – bem, porque ela funciona", concluiu o astrônomo, irritado.


"Bem, e eu confio na Bíblia pela mesma razão – ela funciona!



"A Bíblia – atual, autêntica, confiável! Quem lê a Bíblia tem uma vida plena (Norbert Lieth).

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

CRISTIANISMO SEM CRUZ.


Trago à tona este assunto, em função da seriedade e pertinência da matéria, pois vejo como lamentável a indiferença que tem caracterizado o povo de Deus nos dias atuais ante os grandes desafios morais e espirituais que nos cercam, principalmente se considerarmos o caminho de dor e sofrimento pelo qual Jesus percorreu.

Em parte, esta situação vem se firmando por culpa dos pregadores atuais que levam os membros das igrejas a praticarem um tipo de cristianismo sem sofrimento, sem doença, sem dificuldade financeira, sem rejeição, sem descontentamento, enfim, sem cruz. As pessoas estão aceitando a Cristo como salvador imaginando que a decisão tomada se equivale ao ato de tomar uma vacina que imuniza e livra o cristão de todos os males e problemas desta vida, colocando-o de fora dos dilemas humanos, o que não é verdade.

Que Deus é todo poderoso ninguém duvida, que quer abençoar os seus filhos é crença corrente, mas não podemos alimentar o ensino equivocado da prosperidade e da bênção incondicional sem fundamentação bíblica, como alguns vêm propagando, que Deus vai dar tudo a todos como se estivesse a serviço do cristão. Pensar e agir como se as coisas fossem tão fáceis e simples assim é aceitar e propagar uma espécie de anticristianismo. Afinal, as dores que sofremos também devem ser consideradas como bênçãos de Deus, porque sem elas não teríamos como diagnosticar as doenças e valorizar a saúde.

O homem moderno está mesmo é em busca de facilidades, comodidades e prazer a todo custo. É por isto que a ciência e a tecnologia vêm fazendo esforços para responder a contento os anseios de satisfação e o grau de exigência das pessoas. Como conseqüência dessa busca insaciável, o ser humano tem se tornado doente. Nunca os consultórios de analistas e psiquiatras foram tão freqüentados como nos dias de hoje e as pessoas jamais consumiram tanto medicamento para resolver os problemas de insônia e depressão, causados pela infelicidade, angústia e tristeza de corações vazios. Esta situação visível em grande parte tem sido gerada por uma expectativa falsa, pois o ser humano não foi criado para o prazer, mas sim para desafios e realizações.

Lamentavelmente, muitas seitas e inúmeras igrejas evangélicas têm caído na tentação de apresentar um cardápio de facilidades e promessas sem apoio bíblico, como se o cristianismo fosse um balcão de negócios onde se vende sonhos e ilusões, para manter acesa a falsa esperança de muitos pobres e miseráveis que são levados a acreditar que o verdadeiro cristão não passa por tribulações. Que tragédia! Pois ninguém tem o direito de alimentar falsas esperanças, muito menos aqueles que atuam como mensageiros do Deus Altíssimo. Tal situação é agravada pela adesão de muitos irmãos de igrejas históricas, que são consideradas sérias no compromisso com o evangelho, influenciados por estas idéias, em virtude do bombardeio que recebem através dos programas televisivos, rádio e, principalmente, pela música gospel, que enfatiza o ter em lugar do ser.

Com a predominância deste sentimento nada saudável que vem sendo disseminado e facilmente assimilado, os novos crentes estão se tornando cada vez mais indiferentes aos grandes desafios da fé cristã. Freqüentam os cultos quando podem, contribuem quando sobra, oram quando têm problemas, lêem a Bíblia quando vão à igreja e, com algumas poucas e boas exceções, difamam, fazem intriga, se opõem aos pastores e cometem os mesmos erros de pessoas que ainda não tiveram um encontro pessoal com Cristo. Este é um estilo de cristianismo sem cruz e, por conseguinte, sem Cristo.

Foi por esta razão que Jesus condenou com veemência o comportamento dos religiosos de sua época, porque não tinham compromisso autêntico com a essência da fé apostólica. Para Jesus, cristianismo não é filosofia adotada, mas estilo de vida comprometido com os valores eternos, que se traduzem em justiça social, amor ao próximo, respeito mútuo e submissão à vontade de Deus. Mas é só pela cruz que somos capazes de trilhar o caminho do sacrifício, da submissão, do amor, da compaixão que nos reconcilia com Deus e nos aproxima uns dos outros.

Se quisermos alcançar o alvo estabelecido no coração de Jesus de transformar os conceitos injustos arraigados nos corações dos homens em todo o mundo, necessitamos seguir os seus ensinamentos: "assim como o Pai me enviou eu vos envio a vós" (Jo 20.21b). Jesus é o nosso modelo e exemplo. Espelhemo-nos nele para que sejamos discípulos de verdade, que vivem à sobra da cruz.

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

CHOROS E LUTAS.


"Bem-aventurados os que choram, pois serão consolados." - Mateus 5.4

As lágrimas são manifestações físicas do que está dentro de nós em momentos de alegria ou tristezas. Choramos por alegrias, porém muito mais quando estamos tristes. Jesus menciona o choro nesta passagem se referindo às tristezas e dificuldades, e é estranho pensar que são “bem-aventurados” ou “felizes” os que choram. Não seria o contrário? Não! Somos felizes porque o consolo vem do Senhor! Bem-aventurados somos porque seremos consolados por Ele! Quantas pessoas estão sofrendo e não estão sendo consoladas? Precisamos apenas nos achegar a Deus, abrir nosso coração, transmitir o que temos vivido mesmo sabendo que Ele conhece a todos nós e sabe exatamente o que necessitamos. Deus quer ter um relacionamento com cada um, mas normalmente somos resistentes a viver a Sua vontade.

Aproveito para compartilhar o texto escrito por Nelson Jr.:

João 21:17 – “Pela terceira vez Jesus lhe perguntou: Simão, tu Me amas? Pedro entristeceu-se por Ele ter dito, pela terceira vez: Tu Me amas? E respondeu-lhe: Senhor, Tu sabes todas as coisas, Tu sabes que te amo. Jesus lhe disse: Apascenta minhas ovelhas.”

Alguns teólogos dizem que neste trecho, Jesus reconstruiu o mesmo ambiente que Pedro viveu quando ele negou Jesus. Na frente de uma fogueira, negação por 3 vezes. Desta vez, em frente de uma fogueira, só que ao invés da negação Cristo reafirma Sua esperança e confiança em Pedro e mais que isso, trouxe o amor para essa restauração. Alguns psicólogos diriam que esse tipo de situação apaga o registro negativo que anteriormente a pessoa viveu, deixando marcado apenas a vivência positiva. Mas porque Jesus fez isso com Pedro? Jesus sabia do valor que Pedro tinha apesar de Pedro ter sido impulsivo e ter deixado satanás usar sua boca (Mateus 16: 23), ter tido pouca fé quando andava pelas águas (Mateus 14: 33), ter negado Cristo 3 vezes (Mateus 26: 75), Jesus repreendeu, teve compaixão, mostrou erros na vida de Pedro e o perdoou todas as vezes. Jesus investiu tempo nas características positivas de Pedro, mesmo diante das falhas. Jesus viu além do que os olhos podem ver na vida de Pedro. Cristo sabia que ele seria um homem que influenciaria muitas vidas, como em Atos (2: 14 - 41), onde na primeira pregação de Pedro diante das pessoas, mais de 3000 foram batizados.

Quantas vezes, apesar dos seus erros, Jesus se mostra para você e te diz “Você me ama?” Quantas vezes, mesmo você tendo errado, ao invés de te apontar o dedo para seu erro, Cristo te abraça em oração e diz “que bom que você voltou”? Quantas vezes, Cristo confrontou seu erro em amor (por meio de pessoas), enquanto os seus “amigos de conveniência” te davam “tapinhas” nas costas e dizendo: “isso mesmo, você está certo” só para você mudar de conversa?

Você percebe que Cristo investe na sua vida tanto quanto investiu em Pedro? Apesar de quem você é, apesar do que você faz, pensa e sente, mesmo assim Ele, o Cristo, mostra, no detalhe, que te ama. Ele não desistiu de você, e você, só porque apareceu uma dificuldade, no primeiro obstáculo, já pensa em desistir. Como podemos ser assim tão medíocres ao ponto de desistir de nós mesmos se o Deus do universo não desistiu de você, de mim, de nós?

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

FIDELIDADE DE DEUS.


"O Deus de toda a graça... lhe dará forças e os porá sobre firmes alicerces." - 1 Pedro 5.10

Em sua epístola, Pedro nos conforta e alegra o coração. Por causa da desobediência de um homem (Adão), o pecado entrou no mundo; mas por causa da obediência de um outro – Jesus Cristo – a redenção chegou a nós. Os conselhos do apóstolo Pedro à Igreja nos remete à lembrança de um Deus de misericórdia e graça, que nos amou tanto que deu seu Filho e assim também, nos manterá fortes e firmes no Seu amor.

Continuando este pensamento gostaria de tratar sobre um encontro perverso e covarde. É o encontro com o sumo sacerdote Caifás. Este era genro de Anás (abreviatura de Ananias), ex-sumo sacerdote e que ainda exercia muita influência. Caifás mandou Jesus primeiro a Anás, para agradá-lo. Caifás sugeria que alguém devia morrer e havia incitado o povo contra Jesus. É o que está relatado em João 18: 13 – 24. Anás interroga o Mestre na presença de soldados e um destes dá uma bofetada em Cristo. Anás devolve o Senhor, algemado, a Caifás.

Reúne-se o Sinédrio em sua sala de sessões numa dependência do templo de Jerusalém ou no palácio sacerdotal. O sinédrio era um tribunal civil e religioso que podia decidir todas as questões civis e religiosas entre o povo judeu. O governo romano garantia-lhes essa autoridade. Podiam até condenar réus à morte, todavia, a execução dessa sentença ficava dependente da aprovação do representante de Roma, no caso, Pilatos. O sinédrio era composto de setenta membros, mais o sumo sacerdote, como seu presidente, como já foi dito. Entre os membros estavam: ex-sumo sacerdotes, anciãos e escribas, de preferência saduceus. Veja Marcos 14: 53.

Em nossos dias, quando uma figura conhecida na cidade vai a julgamento por um juri, o fato desperta a atenção de todo o povo, muitas vezes transpondo os limites da cidade, do Estado e até do país, por causa da facilidade de hoje, nos meios de comunicação, de que se serve a imprensa.

No Sinédrio desfilaram as testemunhas, dizendo isto e aquilo que Cristo fizera ou falara. O tribunal, todavia, precisava que algum testemunho – verdadeiro – coincidisse com alguma proibição da lei ou das Escrituras. Não surgia a necessária acusação que encontrasse apoio legal. Isso só aconteceu quando o próprio sacerdote perguntou a Cristo: “És tu o Filho de Deus?” (Mateus 26: 63 e Marcos 14: 61). A resposta de Jesus foi positiva. Essa resposta o condenou. Os judeus consideravam como “blasfêmia” qualquer coisa que colocasse alguém em paralelo com Deus. A lei não era explícita sobre isso, mas os escribas podiam incriminá-lo lembrando-lhe as palavras do verso 18 do Salmo 83.

Na sala de audiência o Mestre sofreu todo tipo de humilhação. Foi esbofeteado, cuspido no rosto, trocaram suas vestes, zombaram e se divertiram durante esse encontro perverso. Ele sofreu tudo isso por mim e por você, caro(a) amigo(a).

Você e eu podemos estar representados na pessoa de Pedro que depois de negá-lo perante os serviçais procurava aquecer-se ao lume (fogo, fogueira), lá fora, no páteo (João 18: 18). Você e eu, se quisermos, poderemos ser incluídos naquele olhar de Cristo, através da janela, que foi tocar o coração de Pedro. Você e eu, se quisermos, poderemos sair como Pedro, “para chorar amargamente” (Lucas 22: 61, 62). Eu quero. Você quer?